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Meditação e escola: o que acontece quando a meditação é incorporada na formação das crianças

Lendo o dossiê sobre meditação publicado em janeiro de 2017 na Revista Superinteressante, encontrei o seguinte relato:

É recreio numa escola em Baltimore, EUA. Uma menina, conhecida por sempre responder ao bullying com agressividade, ouve de uma colega um comentário jocoso sobre suas roupas. Pega a colega pelo colarinho e está prestes a lhe dar um soco, quando de repente para e diz: “sorte sua que faço meditação“. Ela solta a menina, se senta, fecha os olhos e faz um exercício de respiração. O recreio transcorre normalmente.

Nessa escola, as salas de detenção foram substituídas por salas de meditação, às quais os alunos podem ir sempre que se sentirem ansiosos ou apreensivos. Os professores afirmam que essa prática acolhedora, no lugar da punição, gera muito mais resultado.

Confira o vídeo a seguir, um documentário sobre o efeito da meditação nas crianças. São menos de 4 minutos, e vale a pena:

E não é só lá fora que a meditação está aos poucos encontrando seu lugar nas escolas. No Brasil, a Arte de Viver já ministrou cursos sobre técnicas de meditação em mais de 60 escolas, e muitos outros grupos e organizações fazem o mesmo. Às vezes, há uma resistência inicial dos pais, até perceber que, como sempre insistimos aqui no inspire, a prática é secular, e independente de qualquer sistema religioso.

Inspire em sala de aula

Bruno conduzindo uma meditação guiada em sala de aula

Bruno conduzindo uma meditação guiada em sala de aula, no projeto voluntário do qual participamos

Nós, do inspire, conhecemos em primeira mão os benefícios que a meditação pode trazer para a sala de aula. Durante o primeiro semestre de 2017, organizamos um projeto de oferecer, semanalmente, sessões de meditação para os alunos de um curso voluntário muito bacana que tem aqui em Brasília, que dá aulas para ajudar na formação de crianças e adolescentes de um bairro da periferia. Esse nosso projeto está em pausa no momento, e mal vemos a hora de poder voltar.

Nosso projeto voluntário de meditação, durante o primeiro semestre, funcionou com quatro turmas, de diferentes faixas etárias: desde crianças pequenas até adolescentes. A proposta era que, na hora combinada, a aula era interrompida e nós entrávamos com uma meditação de 10 a 15 minutos, seguido de uma conversa sobre o significado da experiência. O exercício variava: era mais lúdico nas turmas mais novas, e mais parecido com as meditações normais do inspire nas turmas mais velhas.

Houve dificuldades. Algumas crianças, na primeira semana, estranharam a prática e não fizeram o exercício. Numa das turmas, havia um aluno “brincalhão” que fazia piada com o que dizíamos, prejudicando a experiência dos demais. Mas compramos o desafio. Conforme as semanas foram passando, a empatia e a confiança foram aumentando e, com o tempo, as crianças foram se entregando e participando com cada vez mais dedicação. O menino brincalhão parou com as piadas. No início, ficou em silêncio respeitoso e distante; mas, lá pro final do semestre, até começou a de vez em quando fechar os olhos e participar um pouquinho, também, no ritmo dele.

Os professores, por sua vez, também participavam. Em outras palavras, os benefícios da meditação eram de mão dupla: tanto pelo lado dos alunos, como pelo dos professores.

1) Benefícios para os alunos

 Os resultados que encontramos em nosso projeto são consoantes com os reportados na Superinteressante e em várias outras publicações. Mais rendimento escolar. Menos bullying, menos hiperatividade, menos déficit de atenção. Segundo a Super, uma outra escola americana, em San Francisco, viu a média de suspensões recuar 79% após introduzir práticas de meditação.

mais meditação, menos agressividadeNo final do projeto, entrevistamos alguns professores, que nos reportaram que as crianças das turmas que receberam nossas meditações ficaram mais relaxadas e atentas. Disseram que o desempenho delas melhorou em atividades que demandam concentração. Além disso, segundo os professores, os alunos ficaram mais calmos e pacíficos – assim como a menina da escola de Baltimore.

Um dos professores nos confidenciou que, quando os alunos ficam muito exaltados, ele recomenda que eles se lembrem das práticas de relaxamento que fazemos. Outra, nos disse que os alunos ficavam mais empolgados em ir para a aula, por saber que teria o momento de meditação. Isso nos deixou muito satisfeitos, pois um desafio que identificamos no início foi o de não tornar chato para a criança: assim, trouxemos muitas atividades diferentes, com o intuito de instigar a imaginação e a criatividade das crianças.

E, de fato, a aceitação foi muito positiva. As crianças foram muito genuínas, se propuseram de fato a parar, fechar os olhos e sondar o que está acontecendo lá dentro. No último dia de aula, quando terminamos a prática e fomos nos despedir das crianças da turma mais jovem, elas se levantaram do nada e vieram se despedir com um abraço. Foi autêntico e emocionante.

mais meditação, mais resultados nos estudos

2) Benefícios para os professores

Em todas as turmas em que conduzimos meditações, sempre sugerimos aos professores que eles participassem, também. Por dois motivos: ao ver a figura do professor participando, calculamos que a resistência dos alunos em se juntar à prática seria menor. Além disso, a meditação pode ajudar o próprio professor, também.

Os professores que entrevistamos foram unânimes ao apontar que o momento de meditação deixou os alunos mais atentos, calmos e interessados – mas também relataram um outro benefício: sobre eles mesmos. Julgaram que os efeitos da prática melhorou seu próprio desempenho pedagógico.

Isso vale não apenas para professores, mas para qualquer adulto: a meditação pode melhorar seu relacionamento com a criança, na medida em que o deixar mais paciente, empático e gentil.mais meditação, mais criatividade

A escola de seu filho não oferece meditação? Isso não significa que seu filho não possa meditar. Que tal transformar a prática num costume familiar? Em vez de dizer para seu filho não interromper sua meditação, que tal convidá-lo para meditar com você? Comece aos poucos e vá no ritmo da criança. Aos poucos, a pausa para ficar na companhia dos próprios pensamentos vai se transformar num hábito e, quem sabe, acompanhar a criança a vida toda. 

 

 

 

Fonte: https://inspiremeditacao.com.br/meditacao-e-escola-como-e-por-que/



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